Aterro Sanitário é uma técnica de disposição final ambientalmente correta dos resíduos sólidos urbanos, sem que haja riscos à saúde pública, com regularidade na operação dos possíveis impactos ambientais, confinando estes resíduos de forma correta e ambientalmente sustentável; reduzindo seu volume o máximo possível, superposto em camadas sucessivas com espessura de aproximadamente 30cm de cobertura com material argiloso.
Ao se projetar um Aterro Sanitário, deve-se realizar estudos geotécnicos. Quanto à parte construtiva, faz-se necessário serviços de topografia e terraplanagem, com implantação de materiais específicos e métodos construtivos fundamentados em normas ambientais vigentes. Em suma, percebe-se que a quantidade de resíduos sólidos gerada numa localidade está intimamente relacionada ao seu desenvolvimento socioeconômico, uma vez que esta nos mostra um indicativo do tipo de classe econômica predominante.
A partir deste desenvolvimento, é possível também caracterizar a cidade de acordo com o aumento da sua industrialização, mostrando o seu crescimento populacional e uma maior geração de resíduos. No que diz respeito à política de saneamento básico e ambientalmente sustentável, deve-se pôr em prática a discussão de tal temática a fim de promover uma contribuição acerca da inserção de ações e políticas públicas, elevando a qualidade de vida da população.
Em casos onde não se tem um local correto para destinação dos resíduos sólidos, a população se vê na incumbência de criar pontos viciados de despejo, podendo posteriormente transformar-se em lixão. Como consequência dessa não disposição correta, temos a proliferação de doenças, visto que os resíduos sólidos em contato direto com o meio ambiente, sem qualquer tipo de tratamento, promovem um local favorável para proliferação de vetores biológicos, que por sua vez, contaminam animais, podendo transmitir doenças aos seres humanos.
Para tanto, se torna importante a implantação de um Aterro Sanitário seja ele de pequeno, médio ou grande porte, visto que este é um dos métodos mais econômicos para tratamento de resíduos sólidos, trazendo benefícios não só à população, mas à fauna e à flora, bem como a criação de um olhar mais favorável à limpeza pública da cidade, para adequação dos padrões exigidos pelas normas e órgãos de fiscalização ambientalmente sustentável.
Construção de drenos de gases e chorume

Fonte: Arquivo pessoal
Após encerramento do Aterro Sanitário, ou até mesmo antes, é perfeitamente possível o aproveitamento energético de resíduos sólidos domésticos ali dispostos.
A capacidade de geração de energia elétrica através dos RSD depende da tecnologia a ser empregada. Num processo de gaseificação sabendo-se que cada 150 toneladas de resíduos sólidos doméstico é capaz de produzir 3,4 mW/h de energia elétrica, o suficiente para atender 1/3 da população que as gerou.
Encerramento da 4ª célula do Aterro Sanitário de Palmas – TO

Fonte: Arquivo pessoal
Sabe-se ainda da importância da produção de energia elétrica através de RSD, do ponto de vista de se poupar recursos naturais, além de ser uma das fontes de diversificação da matriz energética, incluindo essa fonte considerada renovável. A falta de interesse por parte do poder público, no que tange a liberação de investimentos para reduzir os custos da energia gerada a partir dos resíduos sólidos domiciliares, são esses os principais motivos que impedem o acesso às tecnologias capazes de transformar esses resíduos em energia elétrica.
Estação experimental de captação de Biogás

Fonte: Arquivo pessoal
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