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Engenharia, a mola mestra do desenvolvimento de uma Nação não pode prescindir do engenheiro exemplar

11/08/2021
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Engenharia, a mola mestra do desenvolvimento de uma Nação não pode prescindir do engenheiro exemplar

Digo e repito hoje e sempre: “Não há desenvolvimento de uma nação sem engenharia, assim como não há engenharia numa nação sem o devido processo de desenvolvimento – e, não existe nação forte sem empresas NACIONAIS fortes”.

Infelizmente, a engenharia da nação brasileira está em processo avançado de decomposição, seja pela absoluta falta de obras públicas e privadas, pela abertura dos portões para empresas estrangeiras com alterações da constituição ou ainda pela política de preços baixos e ainda pela falta de responsabilidade das contratantes e sem o padrão mínimo das empresas contratadas.

Assim como, os médicos não podem tratar pacientes sem exames clínicos e sem a aplicação de remédios, os engenheiros não podem projetar sem estudos e tampouco executar obras sem projetos.

Não se pode punir culpados através da liquidação das empresas a que eles pertenceram, pois não se pode castigar os filhos por crimes comprovadamente cometidos pelos pais. Ao contrário, estão levando ao desemprego profissionais de nível superior, honestos e competentes, junto com técnicos de nível médio assim como e é marcante, a mão de obra dita não especializada.

Assim, não há mais também o desenvolvimento de equipes técnicas formadas e treinadas ao longo de meses e anos de serviços prestados. Estão, isto sim, sendo desmanteladas.

Cursos de alfabetização que eram comuns nos canteiros de obra não mais existem! A transformação de serventes em pedreiros, armadores, topógrafos e técnicos em geral não existe mais.

E é por eles, os menos favorecidos, que precisamos lutar junto com os técnicos e engenheiros, pois colapsar as empresas brasileiras de engenharia é extinguir a nossa soberania.

Além disso, estamos assistindo a:

– Projetos sem estudos ou com estudos insuficientes;
– Obras serem executadas sem projeto ou com deficiência desses;
– Obras paralisadas;
– Inexistência de assistência técnica à obra (ATO);
– Falta de instrumentação e monitoramento de obras;
– Ausência de serviços de manutenção de obra.

Outro fator que está desgastando o interesse da população, que paga impostos, é a exigência do MENOR ao invés do MELHOR preço. E a qualidade dos Serviços Prestados?

A busca pela solução de menor custo deve ser sempre a meta do projetista e do “proprietário” desde que devidamente embasada nos aspectos técnicos e de segurança.

O menor preço não propicia a segurança, a qualidade e a durabilidade dos produtos em geral e mormente em obras públicas pelas quais pagamos os impostos. São, portanto, obrigações do Poder Público!

Estamos assistindo, por exemplo, construir em terrenos pantanosos sem estudos geológico-geotécnicos, hidrológicos, topográficos e etc e até sem um projeto técnico-executivo elaborado por especialistas. E, ainda, executados por entidades que nem sequer são empresas de engenharia com responsáveis técnicos registrados no CREA, como a legislação preconiza. E é claro e triste, sem o controle de execução e a devida manutenção!

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