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O Brasil, nona economia mundial, está entre os 10 países mais desiguais do mundo e somos o mais desigual entre as nações tidas como democráticas do planeta. A insustentabilidade desta realidade – aprofundada desde 2017 – é exibida por dados do IBGE: o rendimento médio do 1% mais rico da sociedade Brasileira é de R$ 27 mil, número contrastante com o da nossa metade mais pobre, R$ 820.
Em livro recentemente publicado, o professor Ladislau Dowbor (Puc-SP) revela que nossa produção de bens e serviços equivale a R$ 15 mil/mês por família de 4 pessoas. Em edição também recente, o jornal o Estado de São Paulo informa que metade dos brasileiros vive com R$ 413 mensais.
Estes dados comprovam a inescapável urgência de, como nação, um projeto de país que privilegie a superação deste vergonhoso quadro brasileiro.A o mesmo tempo, é forçoso aceitar que – saldada esta imensa dívida social – o potencial de crescimento do mercado, no consumo de bens e serviços, é extraordinário.
Esta realidade reflete, em sua essência, o fato do Brasil ser um país subindustrializado. A atividade industrial é desconcentradora de renda na medida em que demanda trabalhadores melhor formados e treinados, do que resulta melhores salários e condições de trabalho. E aqui se mostra indispensável considerarmos que, modernamente, só pode ser classificada como “indústria” aqueles sistemas produtivos que contêm, inserida em seu processo, a atividade voltada para a inovação.
O Brasil ocupa, no mundo, o 40º lugar em inovação, o que significa que somente um programa de industrialização com forte autonomia em ciência e tecnologia nos conduzirá a um processo de desenvolvimento integral – econômico e social. Para isso, o efetivo controle por parte da sociedade brasileira sobre nossas fontes energéticas é indiscutível, na medida em que ocupamos o 72º lugar em consumo de energia per capita, parâmetro de medição de qualidade de vida das sociedades.
Este país, com sua imensa riqueza de recursos naturais e 210 milhões de habitantes – que hoje consome ridículos cerca de 3 milhões de boe/d (barril de petróleo por dia) – se adotar um projeto organizado de desenvolvimento econômico e social consumirá tranquilamente 8 milhões de boe/d, de acordo com padrões médios mundiais. Isso sem considerar a contribuição crescente da energia renovável para nossa matriz energética, hoje a mais equilibrada entre países com economia do nosso quilate.
Projetos estratégicos nacionais focam em horizontes de 30 a 40 anos e é para isso que o Brasil tem, necessariamente, que se preparar. Para enfrentar, com segurança e estabilidade energética este cenário de médio prazo, reservas de óleo e gás da ordem dos 100 bilhões de boe são necessárias. Este volume coincide com estimativas equilibradas para o pré-sal brasileiro.
Qual é o caminho para isto?
Qualquer projeto de país minimamente soberano não se sustenta com base em empresas estrangeiras, na medida em que as bases de ciência, tecnologia e engenharia necessárias devem se apoiar em programas internos de inovação, organizados propositadamente junto a centros de pesquisa, desenvolvimento e engenharia brasileiros, nas universidades e/ou nas próprias empresas nacionais.
Empresas estrangeiras, certamente, investirão em seus centros de pesquisa, desenvolvimento e engenharia, nos seus países originários, com apoio de seus governos, pois esta condicionante é parte central das estratégias de segurança e soberania nacionais de seus países.
Tratam-se de grandes empresas mundiais, a operar no mais estratégico segmento da economia e da soberania das nações, que é a energia, insumo sem o qual não há nação que seja soberana. Estas empresas, com raras exceções , representam os atuais países hegemônicos da cena geopolítica mundial, com seus próprios, gigantescos, complexos e avançados científica e tecnologicamente sistemas industriais.
A história do século XXI exibe, inquestionavelmente, o fato de que estas nações não aceitam o surgimento de outros atores geopolíticos no palco mundial e, para isto, não respeitam quaisquer limites para atuar, militarmente, inclusive.
O grande interesse geopolítico mundial – inclusive com procedimentos de espionagem oficial no governo brasileiro e na Petrobras, desde a descoberta do pré-sal tem sua origem exibida nestas considerações. Principalmente porque o Brasil é um país com riquezas naturais estratégicas de tal dimensão que nos colocam em posição de real protagonista no palco geopolítico mundial ao longo deste século XXI.
O nosso pré-sal trouxe a oportunidade de demandar em grande escala e por longo tempo – condição central para dar segurança de retorno financeiro aos investimentos necessários – um grande volume de bens e serviços industriais, com largo espectro científico, tecnológico e de engenharia; e, muito importante, a concreta oportunidade de inovação contínua, a elevar a competitividade da indústria genuinamente brasileira.
Para assegurar a materialização destas previsões é necessário uma forte política pública de conteúdo nacional acoplada à definição antecipada de áreas/segmentos industriais, concretamente estratégicos para a soberania nacional.Da mesma forma, só uma empresa controlada pelo Brasil – estado e sociedade – poderá cumprir este papel.
Acrescente-se a isto a localização dos campos do pré-sal, em la’s acima dos 2000m, situação em que só a Petrobras detém tecnologia operacional necessária para produzir óleo e gás em condições seguras e sustentadas a longo prazo, evitando desastres ambientais de grandes proporções, como foi em Macondo, operado pela britânica BP, no Golfo do México.
Outro ponto central que aponta para o acerto desta decisão é o relacionamento da Petrobras com as universidades brasileiras, ao longo de muitas décadas,o que proporcionou a construção de um sistema integrado de ciência e tecnologia de qualidade internacionalmente reconhecida – três vezes premiadas pela Offshore Technology Conference (OTC), principal prêmio de tecnologia da indústria mundial de petróleo e gás.
Este entrosamento é igualmente efetivo com as empresas brasileiras de construção civil, do amplo setor metal/mecânico, de eletrônica e de serviços gerais de apoio, manutenção e reparo de instalações industriais marítimas de grande complexidade.
Estes fatos garantem a efetividade da política de conteúdo nacional que deve condicionar a produção do nosso pré-sal, a longo prazo.
Não menos importante, há que se considerar os custos dos investimentos e operacionais. No primeiro caso, a larga competência em tecnologia de projetos, adquirida nos campos de águas profundas da Bacia de Campos, assegura à Petrobras a capacidade de projetar, construir no Brasil, instalar e operar os campos do pré-sal, em águas ultra profundas em condições econômicas muito especiais. Quando se associa a estas condições o conhecimento já acumulado da geoengenharia de reservatórios do pré-sal, chega-se à conclusão já conhecida : a Petrobras produz o nosso pré-sal com custo muito baixo – cerca de US$ 6 por barril. Não é exagero estimar que qualquer outra empresa petrolífera estrangeira consiga atingir este patamar, o que representa a garantia do maior retorno financeiro para a união e, por conseguinte, para a sociedade brasileira.
A Petrobras é controlada pelo estado nacional e essencialmente comprometida com os interesses nacionais. Com sua reconhecida competência em conhecimentos geocientíficos e em tecnologia de projetos de produção de óleo e gás descobriu, em território nacional, na nossa Amazônia Azul, a província do pré-sal. Assim, torna-se imperioso que a empresa petrolífera estatal brasileira seja a operadora única dos projetos de produção destes recursos energéticos.
A decisão deste governo em retirar da Petrobras a operação única dos campos do pré-sal afronta os interesses genuinamente brasileiros, nossas empresas privadas, nossas universidades, nossa engenharia, enfim, nossa soberania para construir um país desenvolvido e socialmente justo durante este século XXI.
É um crime de lesa pátria e tem que ser revertido pela sociedade brasileira.
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