
Agricultura e sustentabilidade na era da inteligência artificial
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O termo segurança alimentar diz respeito a uma série de ações visando garantir a autossuficiência alimentar da população. Neste escopo, temos questões como a disponibilidade e o acesso permanente de alimentos, a qualidade, a segurança e a procedência dos alimentos, o pleno consumo sob o ponto de vista nutricional e a sustentabilidade da cadeia produtiva, entre outros.
No âmbito da Agronomia, nós, engenheiras agrônomas e engenheiros agrônomos, temos a incumbência de direcionar e assistir os produtores quanto ao uso dos agrotóxicos e insumos agrícolas, de forma a preservar as lavouras e os alimentos que delas saem. É nossa responsabilidade prescrever o uso dessas substâncias químicas, orientar o agricultor sobre a forma correta de utilizar os produtos, enfatizando todos os fatores que estão envolvidos no processo de proteção da produção agrícola contra as pragas e doenças.
Também é um ponto crucial nessa atribuição dos profissionais da Agronomia, estarmos atentos e sempre atualizados sobre as normas vigentes, oriundas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgãos que fiscalizam e emitem as normas que disciplinam o uso e a prescrição dos agrotóxicos.
Para além da atribuição de fazer o Receituário Agronômico, observo que os engenheiros agrônomos e as engenheiras agrônomas precisam estabelecer um padrão de diálogo e confiança com os agricultores, pensando que a responsabilidade de cuidar dos alimentos é um ciclo interdependente entre profissional e produtor. Cada um fazendo a sua parte, para que o alimento chegue à mesa das famílias com a devida segurança alimentar, no que tange à quantidade de resíduos de agrotóxicos, em um limite máximo conforme o que é permitido pela legislação.
Sob orientação técnica de um profissional habilitado, o agricultor terá as informações pertinentes: como se, de fato, é necessário o uso de alguma substância, qual o tipo de produto apropriado para determinada cultura, em qual período da safra deverá ser aplicado, em que quantidade, além de quaisquer outras especificações técnicas necessárias.
Como integrante do Sistema Confea/Crea e Mútua, também avalio como essencial esse meu lugar de fala, em que eu promovo a valorização dos agrônomos e agrônomas do país, no sentido de sempre destacar a necessidade da contratação, pelos produtores, de um profissional habilitado e qualificado, que entenda a seriedade e a importância do uso racional dos defensivos agrícolas, colocando em primeiro lugar a segurança alimentar da população.
Partindo para o macro contexto, observo, ainda, essa questão da segurança alimentar para dentro da chamada nova ordem mundial, com os principais movimentos internacionais trabalhando temáticas sociais e sustentáveis e visando, por exemplo, o combate à fome e à miséria.
Não podemos falar de desenvolvimento social e sustentável sem a presença da Agronomia, que busca a evolução da produção e cuida para que os alimentos sejam sempre de qualidade e seguros para toda a população.
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